segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

POBRE VIÚVA

Hoje é segunda feira, dia de recomeçar a labuta! E a semana começa sob os escombros da habitual falta de vergonha de uma expressiva parte dos nossos políticos. A catástrofe que se abateu sobre a região serrana do RJ, teve uma outra versão aqui em Brasília. Uma tempestade violenta de corrupção  inundou as primeiras páginas dos grandes jornais e noticiários de rádio e TV. 
Primeiro foi a bandalheira geral na FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), feudo milionário do PMDB. Depois veio o escândalo da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e seus exorbitantes gastos "secretos" com cartões corporativos -doce privilégio concedido pela "viúva", isto é, o erário público-. Em seguida se descobriu no Distrito Federal que o rombo deixado pela quadrilha do ex-governador Arrruda era maior do que se imaginava. Sim, mas ainda teve a avalanche de denúncias sobre as pensões vitalícias (e polpudas) concedidas aos ex-governadoers de vários estados brasileiros, inclusive os mais lascados como o Piauí. E olha que estamos mencionando apenas e tão somente as maiores pedras que rolaram ribanceira abaixo (do Planalto...) e cairam (pra variar...) na cabeça do povo brasileiro. Este, ao que tudo indica, parece já ter se acostumado a levar pedrada mesmo.
Então, meus amigos e minha amigas, relutantes leitores e leitoras deste blog tão singelo, "assim caminha a humanidade" (brasileira). Não quero incutir de maneira alguma no coração de voces qualquer sentimento de tom negativista ou pessimista, mas que a coisa tá feia, isso tá! Tenho a impressão que, embalados pela agradável cantiga do crescimento econômico, certos políticos e dirigentes resolveram "tirar uma lasquinha".... e pegaram pesado. O ataque aos cofres públicos nunca foi tão forte e tão intenso como nesses últimos anos. Vai ver que a ABIN gastou "secretamente" aqueles milhões de reais tentando descobrir quem estava roubando outro tanto de dinheiro. Um rouba de cá, outro de lá! Um assalta pela direita, outro pela esquerda (já não se faz mais esquerda como antigamente...) e ao final todo mundo mete a faca na barriga da viúva.
Acho que vou acabar fazendo o que fez Ruy Barbosa, ou seja, acendendo uma lanterna em plena luz do dia para procurar neste país um político minimamente honesto. Como eu não me julgo uma pessoa (totalmente) negativista ou pessimista, quem sabe com muita perseverança eu não chegue a encontrar o que procuro?

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