quinta-feira, 19 de abril de 2012

RESPEITEM O ÍNDIO !

"Todo dia era dia de índio... mas agora ele só tem um dia, o dia 19 de abril.."
Quinta feira, 19 de abril, dia em que que os brancos intitulam "Dia do índio". A data não merece comemorações porque infelizmente as nações indígenas do Brasil de fato não têm muito o que comemorar. As políticas públicas ainda não satisfazem os seus anseios legítimos. Existe muito abandono, fome e miséria nas tribos.
Mas os índios reclamam de quê afinal? Antigamente a marchinha carnavalesca dizia que "índio quer apito..." Mas hoje em dia o índio quer muito  mais do que isso, índio quer dignidade para viver. Por dignidade aqui se entenda: a posse da TERRA. Para o índio, a terra é a coisa principal, o dom maior que se pode almejar nesta vida.  Aliás, para o índio não existe liberdade, não existe vida se não existe terra, uma terra que seja toda sua.  
As reservas indígenas nos últimos governos tem sido saqueadas por grandes fazendeiros e empresários do agronegócio. E tudo isso acontece sob as bençãos implícitas do governo. O novo código florestal, por exemplo, é uma confirmação do que estamos colocando. Apesar das inúmeras promessas, desde os tempos do nosso amado mestre LULA da Silva, muitas áreas indígenas continuam sendo invadidas por gente grande interessada na madeira ou no boi. 
E a FUNAI? Bem a FUNAI tornou-se mais uma moeda de troca, na vergonhosa barganha política que impera no país. Os partidos aliados tomaram conta da repartição que em princípio, como todo serviço público que se respeita, deveria ser apartidário, isto é, sem conotações político-partidárias, seja de que tipo for. Então, a FUNAI que era dos índios agora é do PT, PMDB, PSB, PTB e outras quadrilhas organizadas. 
Não fosse o  trabalho incessante do CIMI, o Conselho Indigenista Missionário, da Igreja Católica no Brasil, a situação seria ainda pior, bem pior. O CIMI atua em todo o país, defendendo as populações indígenas e apoiando as suas lutas, que são muitas por sinal.
VIVA O ÍNDIO BRASILEIRO! ABAIXO A SELVAGERIA DOS BRANCOS CORRUPTOS E SEUS COMPARSAS !

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TODO MUNDO VAI VIRAR LADRÃO?

Parece que ser desonesto virou a coisa mais normal desse mundo, especialmente desse nosso pequeno-grande mundo chamado BRASIL. As pessoas já não se incomodam com o noticiário cotidiano das falcatruas e das ações da bandidagem elegante que assalta os cofres públicos. Existe uma espécie de anestesiamento (ops!) dos cidadãos que fingem não ver a situação dramática em que estamos. "Deixa pra lá!", é a frase que mais se ouve nas ruas. É como se a ética já não fosse assim tão importante e a seriedade no trato da administração não passasse de um mero detalhe.
E o diabo é que quando a gente pensa que a corrupção  é coisa dos políticos e dos administradores públicos, eis que surge a safadeza da família do jogador Ronaldinho Gaúcho, aquela sucata que o Flamengo trouxe da Europa para findar sua carreira futebolística (ops!) no bem bem das praias cariocas. Quem pode pode! Segundo o noticiário da grande imprensa, o irmão e empresário do jogador acaba de ser condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.  Valha-me Deus! O sujeito tinha uma fundação que cuidava de crianças pobres em Porto Alegre. Mas engana-e quem pensa que o Ronaldinho botava o seu rico dinheirinho nessa obra social. O serviço era mantido com verbas dos governos federal, estadual e municipal. Ora, assim é fácil! Não satisfeito de pousar de bonzinho, fazendo cumprimento com o chapéu dos outros, o irmão de Ronaldinho praticava lá seus trambiques para faturar sempre mais e mais.
Grande lição para as nossas crianças! No futuro teremos homens bem formados em termos éticos e morais! Ser famoso é passar a perna nos outros?
O meu medo é que essa crise ética possa estender-se pelo país a fora, transformando as pessoas e avacalhando as relações sociais.  No dia em que a corrupção e a ladroagem não forem mais privilégio da classe política, não sobrará pedra sobre pedra. Ora, se todo mundo é ladrão, se todo mundo pode roubar que não é nada de mais... que Brasil teremos mais tarde?

terça-feira, 17 de abril de 2012

PODRES PODERES

E de outra coisa não se fala aqui em Brasília a não ser desse sujeito chamado Carlinhos Cachoeira. A polícia o chama de "contraventor", mas no vocabulário popular ele não passa de  um bandido mesmo. O homem estendeu seus tentáculos por todas as esferas do poder público e manteve sua influência sobre muita gente grande por esse Brasil a fora. E tudo, claro, na base do suborno e de todo tipo de corrupção que imaginar se possa.
O Senador Pedro Simon é um dos últimos baluartes (ops!) da honradez no cenário político nacional. Olhando para ele e ouvindo os seus discursos inflamados, dá uma saudade danada do velho MDB, o MDB de Ulisses Guimarães, Waldir Pires, Tancredo Neves e tantos outros homens que faziam da política uma nobre arte. Nada a ver com o seu filhote, o PMDB, cheio de picaretas, gente sem escrúpulo nenhum.
A propósito dessa CPI que foi criada semana passada para investigar os crimes do "contraventor", Pedro Simon alertou a nação a respeito das manobras que o PT e a base aliada começam a fazer no sentido de que a comissão não apure nada que venha a incomodar o governo e seus amigos. A lógica é simples: tem tanto político que se banhou nesta "cachoeira" podre, que se a CPI for realmente a fundo na investigação haverá de balançar pra valer as estruturas de sustentação de Dona Dilma. Evidentemente, nem ela nem LULA nem a patota do PT=PMDB querem saber de uma coisa dessa. Aqui se repete a velha história do feitiço que pode se virar contra o próprio feiticeiro!...
Quem viver verá! Mas eu não confio muito nesse quadro político que temos hoje no país não. É tudo macaco velho! O banditismo tomou conta de Brasília e é difícil acreditar que alguma coisa boa aconteça ali na Praça dos Três (podres) Poderes, como diria Caetano Veloso.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SARNEY E LULA

O dia amanhece com muito sol em Brasília, mas as nuvens escuras continuam a  rondar a Esplanada dos Ministérios... E mais uma vez a Ministra Ana de Holanda. Nunca tinha ouvido falar dessa mulher antes de ser ministra. Dizem que era cantora, ou qualquer coisa que o valha. Mas nesse país todo mundo é artista, e basta aparecer na TV por cinco ou dez minutos, seja lá por qual motivo, que já se torna uma pessoa "famosa". É automático mesmo! Talento que é bom. nada!
Pois muito bem, a notícia que se tem é que a Senhora Ministra da Cultura resolveu dar 14 milhões para construir  um tal de um museu em homenagem ao nosso eterno guru e amado mestre, LULA da Silva. A desculpa é de que será uma "homenagem" e um resgate histórico das lutas da "classe operária" do ABC paulista desde os tempos da ditadura militar.
Então, na cara de pau, eu pergunto: esse museu, esse monumento, esse centro cultural ou como queiram chamar, estará à serviço da memória do movimento dos trabalhadores ou não passará de uma glorificação (mais uma) ao LULA e ao PT? Outra pergunta que não quer calar: se o Governo Federal cortou verbas até da saúde e da educação, como foi que de repente achou dinheiro para construir essa coisa? É questão de prioridade elogiar o ex-presidente e o seu partido?
O mais engraçado (e triste) é que a história se repete, no Maranhão como em São Paulo, com Sarney e com LULA. Sim, porque em São Luis, MA, já existe o "Memorial da República", que na prática é o museu do Zé Sarney, mantido com dinheiro público, uma vez que a sua filha é a governadora do estado. Agora vem o Zé LULA e faz também o seu memorial, mas com o nosso rico e suado dinheirinho. Conclusão: parece não há muita diferença entre o velho coronel maranhense e o "operário" pernambucano. Vamos e venhamos! 
A desculpa do Sarney era que o museu iria preservar a história da chamada "Nova República". E lá se foi a quadrilha oficial arrombar os cofres da viúva. Agora chega a Ministra da Cultura e a máfia PeTista e novamente metem, a mão no dinheiro público com a desculpa de que é preciso conservar para as futuras gerações o legado das mobilizações dos operários de São Paulo. As mesmas desculpas esfarrapadas, as mesmas verbas oficiais, a mesma descaração, digo eu.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O BRASIL MASCARADO

Ainda estou no Rio de Janeiro, mas nem mesmo as belezas estonteantes (ops!) desta "Cidade maravilhosa" me impedem de olhar a desgraceira em que se transformou a nossa política.
Então, abro os jornais de manhã bem cedo e vejo que a cachoeira (de denúncias) continua jorrando... Foi criada uma CPI em Brasília para investigar as ligações do Sr. Cachoeira, chefe do crime organizado em Goiás, com líderes políticos e administradores públicos não só de Goiás mas do Brasil inteiro, ao que parece. O contraventor,antes conhecido apenas nas altas rodas sociais da República, mas agora um "líder de audiência" na mídia de todo o país, parece que vai levar de roldão (ops!) muita gente grande. Isto se a CPI for pra valer, o que niguém pode assegurar a essa altura do campeonato. Pode ser que tudo não passe de um "fogo de palha", uma coisa que se faz hoje a amanhã logo se olvida.
O que me chama a atenção é a desfarçatez (ops!) e o cinismo que continuam a caracterizar o cenário político brasileiro. Sobre a defarçatez e o cinismo, creio eu, estão assentadas as bases da nossa vida política, e não é de hoje. Todos posam de "homens probos", dignos, honestos, sérios... e todos querem o melhor para o país. Os discursos são lindos e comoventes. Mas de vez em quando as máscaras caem e o que fica é ara de monstro, a verdadeira face. A pele de cordeiro se desmancha e o lobo feroz se apresenta de verdade.
Sabem de uma coisa? Eu sonho com o dia em que todas as máscaras sejam retiradas. Sim, porque o caso do Sr. Cachoeira é apenas um pequeno exemplo, uma espécie de "amostra grátis" das artimanhas, dos  conluios e das inpumeras maracutaias que certamente existem de norte a sul do Brasil. O senador Demóstenes Torres, dessa forma, não pode ser condenado sozinho porque a fila em que ele entrou é enorme. Esta fila se instala desde muito tempo na porta dos chefes do crime organizado, dos empreteiros, dos banqueiros, etc. Ela percorre a Esplanada dos Ministérios, passa pelo Congresso Nacional e entra solenemente na praça dos três poderes.
Portanto, não é Demóstenes e Cachoeira que estão a merecer uma CPI, é o Brasil que precisa de uma enorme, de uma gigantesca Comissão de Inquerito, pra que seja passado a limpo.
Então as máscaras todas cairão e a farsa se acabará! 

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O BURACO É MAIS EM BAIXO

O Rio de Janeiro continua lindo, e o melhor é que eu posso ver, e mesmo "comer com os olhos" tanta beleza. Tem qualquer coisa de mágico este panorama natural da "cidade maravilhosa". Para quem mora em Brasília, visitar o Rio de vez em quando é uma espécie de bálsamo, um remédio que alivia os males do concreto sem graça da Capital Federal da República. Então, eu me pergunto: por que diabos não deixaram a capital por aqui mesmo, ou em Salvador, que foi a primeira? Perto do mar tudo fica mais fácil, mais leve, mais poético, mais belo e mais feliz até (com todo respeito a quem mora na sm onmtanhas ou no interior, é claro).
Apesar da beleza estupenda, escandalosa, o Rio tem lá seus problemas também. Um deles sem dúvida é a corrupção da polícia. Isso foi mostrado (e bem mostrado) no filme "Tropa de Elite", sobretudo o numero dois, uma das melhores produções do novo cinema brasileiro, diga-se de passagem. Aqui a gente olha na rua para um policial fardado e sente até medo! Meu Deus do céu, quem nos salvará? Como dizia o bom carioca Chico Buarque em um dos seus muitos sucessos musicais: "chame o ladrão!"...
Mas, justiça seja feita, essa coisa de maus policiais parece que não é privilégio somente do Rio de Janeiro não. Prova disso é que em Brasília, logo no começo desta semana, o Sr. Governador demitiu toda a cúpula da Polícia Militar, acusada, dentre outras coisas, de apoiar "na surdina" a greve dos PM"s. A tropa reivindica aumento de salário, embora seja a polícia mais bem paga do Brasil. E enquanto eles protestam, a violência no Distrito Federal vai batendo todos os recordes, superando a média nacional. Nunca se roubou tanto, se assaltou tanto, se matou tanto em Brasília como agora, o que prova simplesmente que bons salários por si só não resolvem o problema da violência em nossas cidades. O buraco é mais em baixo meus senhores! 
E agora me dêem licença que vou dar  uma  volta na praia... tomar sol debaixo deste poderoso céu azul!

terça-feira, 10 de abril de 2012

VISITAS INÚTEIS

E lá se foi Dona Dilma beijar a mão do Presidente dos Estados Unidos, o Sr. Obama. De fato, esta viagem é um verdadeiro "oba-oba" ou, se preferirem, um "obama-obama" pois pouca coisa ou quase nada resolve de concreto. Aliás, este é o comentário mais frequente que se ouve na grande mídia. Os assuntos, os temas mais relevantes ficaram de fora da agenda. 
Trata-se de mais uma visita de cortesia, se bem que com os americanos do norte não se pode falar em cortesia propriamente, uma vez que eles (e elas) "não dão ponto sem nó". As novas normas com relação a entrada de brasileiros nos EEUU, publicadas recentemente por exemplo, não tem nada de cortesia ou de pura "consideração": a questão é a grana, a dinheirama que os nossos conterrâneos costumam derramar nas cidades americanas, sobretudo Nova York e Miami em suas viagens de turismo. Os brasileiros são conhecidos e muito desejados, disputados até. Então, facilitar a entrada de dinheiro (e dinheiro não especulativo, acrescente-se aqui) é sempre muito salutar para qualquer economia, especialmente quando esta economia ainda está tentando sair de uma grave crise. Pra quem está se afogando, qualquer pedaço de pau é tábua de salvação...!
Acho engraçada essa coisa de visita de chefe de estado. Muita pompa, muito tapete vermelho, comitivas cheias de puxa-sacos,  muito "rapa-pé" (ops!), e quando a gente vai ver o que sobra... sobra um ou outro tratado bilateral de menor importância, que poderia muito bem ser assinado aqui mesmo, sem nenhuma propaganda ostensiva. Com todos os nossos presidentes foi assim, aliás. Dona Dilma não foi a primeira nem será a última. Vale pelo passeio, pelas fotos em destaque nos grandes jornais e nas TV' s... Mas o pais não avança. Os grandes continuam grandes, muitas vezes às custas dos pequenos. O capitalismo selvagem não tem pena de ninguém, não se deixa seduzir por visitas "de cortesia" nem se emociona com belos discursos.