Sexta feira de muito frio e nuvens cinzentas neste céu sem graça da Cidade de São Paulo. Cheguei ao cúmulo de até sentir saudades de Brasília, vejam só! Mas amanhã será um novo dia, e se Deus quiser estarei de volta ao "lar doce lar".
Este final de semana vai entrar para a história, pois será o primeiro depois da derrubada da chamada "lei seca" pelo STJ, o Superior Tribunal de Justiça. Agora todo motorista pode beber à vontade, beber sem culpa e sem preocupação. Segundo o Tribunal, ou pelo menos no entendimento "sábio" de cinco dos nove ministros, somente o bafômetro e o exame de sangue podem servir de prova. Ora bolas, até os postes de Brasíia sabem que ninguém vai querer fazer nenhum desses exames. Além do mais, reza o nosso código penal que "ninguem é obrigado a produzir prova contra si mesmo".
O que me chama a atenção no nosso Poder Judiciário é essa coisa do descompasso entre a REALIDADE DAS RUAS e a APLICAÇÃO DA LEI. A vida vai para um lado e os nosso excelentíssimos ministros vão para o outro. Salvo raras exceções (a "lei da ficha limpa" foi uma delas...), a Justiça não acompanha as demandas da sociedade. Faz "ouvido de mercador", como se dizia antigamente.
E o Big Brother acabou, louvado seja Deus! Mas que ninguém se anime muito não, pois outras edições virão pela frente. Há sempre uma porção de idiotas e desocupados que encongtram algum sentido nessa porcaria global.
Aqui em São Paulo, na Avenida Paulista, hoje a noite, multidões de jovens, de todas as tribos se encontrarão. Trata-se da maior exposição de diversidade que pensar se possa. Conversam, bebem cerveja e vodka, mas sobretudo se expõem na grande vitrine que é a avenida.
Nesta semana morreu Millor Fernandes, e por isso o Brasil está mais triste, e eu até diria bem menos inteligente. Millor não foi humorista, mas usou a linguagem do humor (a mais refinada que existe, por sinal) para fazer a sua análise da sociedade brasileira. Sem dúvida nenhuma haverá de fazer uma falta ENORME.
E o Senador Demóstenes Torres está metido atpé o pescoço com a sujeira do contraventor (nome bonito.., voces não acham?) Carlinhos Cachoeira. Que decepção! E eu que gostava do discurso oposicionista do senador... e alimentava até uma certa admiração pela sua postura, confesso agora a minha DESILUSÃO.
Só me resta sair pra tomar umas e outras... Vou direto pro bar, "afogar as mágoas"!
Mas não sei dirigir, esclareço logo de antemão!
Um comentário diário a respeito de temas políticos, religiosos, culturais, filosóficos, etc. sob uma ótica crítica porém bem humorada.
sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
"LÁ VEM O BRASIL DESCENDO A LADEIRA"
Os professores da rede pública de ensino estão em greve em vários estados. Em Goiás o Sr. Governador disse pra todo mundo ouvir esta verdadeira pérola: "professor de escola pública deve trabalhar por amor e não por dinheiro". Aqui em Brasília o Dr. Agnelo, desse tal de Partido dos Trabalhadores (o que resta dele...) falou que não tem dinheiro para reajustar o salário indecente dos docentes porque senão o Distrito Federal vai estourar o limite da chamada "Lei de responsabilidade Fiscal", etc. e tal... Enfim, cada governante na sua, na sua cara de pau!
Ontem alguém me mandou por e-mail uma espécie de estudo mostrando que o professor no Brasil, mesmo aqueles poucos que já recebem o piso salarial estabelecido em lei (e desrespeitado pela maioria dos estados) ganham o equivalente a um saco de pipoca por dia por cada aluno matriculado. Chega a ser ridículo uma coisa dessa!
Mas o que me deixa assim meio intrigado é o seguinte: por que será que na hora de reajustar os já gordos salários de suas excelências ninguém fala de responsabilidade fiscal, corte de gastos, crise mundial, risco de inflação...? Será que esse discurso só vale para os coitados dos professores? Por que é que o Senado, a Câmara, os Legislativos Estaduais, assim como os órgãos do Poder Judiciário não congelam os salários dos seus integrantes? Outra coisa: o teto máximo que seria o salário do Presidente da República nunca foi respeitado em nenhum dos três Poderes e ninguém reclama, ou se reclama logo logo é esquecido.
É por essas e outras que eu me desanimei com este governo PT=PMDB. Muito discurso, muita falação, muita propaganda e muitos projetos que jamais sairão do papel. Entrou Lula, saiu Lula e Dona Dilma também entrou e vai sair deixando tudo como antes no quartel de abrantes!...
Governo desacreditado, professor humilhado, e como diria o grande baiano, poeta Moraes Moreia: "Lá vem o Brasil descendo a ladeira", bandeira do PT à frente e a vergonha atrás...!.
Ontem alguém me mandou por e-mail uma espécie de estudo mostrando que o professor no Brasil, mesmo aqueles poucos que já recebem o piso salarial estabelecido em lei (e desrespeitado pela maioria dos estados) ganham o equivalente a um saco de pipoca por dia por cada aluno matriculado. Chega a ser ridículo uma coisa dessa!
Mas o que me deixa assim meio intrigado é o seguinte: por que será que na hora de reajustar os já gordos salários de suas excelências ninguém fala de responsabilidade fiscal, corte de gastos, crise mundial, risco de inflação...? Será que esse discurso só vale para os coitados dos professores? Por que é que o Senado, a Câmara, os Legislativos Estaduais, assim como os órgãos do Poder Judiciário não congelam os salários dos seus integrantes? Outra coisa: o teto máximo que seria o salário do Presidente da República nunca foi respeitado em nenhum dos três Poderes e ninguém reclama, ou se reclama logo logo é esquecido.
É por essas e outras que eu me desanimei com este governo PT=PMDB. Muito discurso, muita falação, muita propaganda e muitos projetos que jamais sairão do papel. Entrou Lula, saiu Lula e Dona Dilma também entrou e vai sair deixando tudo como antes no quartel de abrantes!...
Governo desacreditado, professor humilhado, e como diria o grande baiano, poeta Moraes Moreia: "Lá vem o Brasil descendo a ladeira", bandeira do PT à frente e a vergonha atrás...!.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O TREM DA HISTÓRIA
A semana começa aqui em Brasília com uma grande manifestação dos industriais pedindo socorro ao governo. O fato é que a indústria brasileira está caindo pelas tabelas. A China é um dos países responsáveis por isso, segundo dizem os donos de indústrias. Vendendo tudo o que maginar se possa, e não só vendendo mais vendendo muito barato, os chineses detonaram com as nossas exportações de manufaturados. E não há como competir com esse pessoal.
Na verdade, não podemos culpar somente a China, fazendo deste país uma espécie de "bode expiatório" da nossa falta de competência, aliada ao descompromisso de vários governos. O Brasil não cuidou da infraestrutura. Nossas estradas, por exemplo, estão entre as piores do mundo. O mesmo se diga dos portos, dos aeroportos, e por aí vaí, ou melhor, não vai, não vai nada! Ao longo dos últimos 30 anos pelo menos, fomos ficando para trás. E não chegamos a falar aqui ainda dos impostos, cuja carga é excessiva e sufocante, atravancando os investimentos e, como consequência, claro, o nosso desenvolvimento.
O mundo, a cada dia que passa, consolida-se como um gigantesco mercado, e nele somente se estabelece quem tem competência. Não adianta ficar chorando pelos cantos da casa, reclamando disso ou daquilo... É preciso, antes, fazer o dever de casa (!). Jamais alcançaremos os chineses e ponto final. Mas podemos participar desse mercado, desde que o governo coloque condições para isso e o empresariado da indústria pare de olhar para o seu próprio umbigo e passe a enxergar mais a frente do seu tempo."O tempo passa e o placar avança", como dizia um antigo locutor esportivo lá em Salvador. O Brasil corre o risco de comer poeira na estrada ou ficar vendo o trem da história passar (cheio de chineses, indianos, etc) se os seus governantes e os seus empresários não pensarem grande, não forem ousados e não souberem dar uma resposta à altura das exigências desses novos tempos.
sexta-feira, 23 de março de 2012
O SANGUE DE OSCAR ROMERO
Hoje é sexta feira, 23 de março. Nesta data, há mais de dez anos atrás, em El Salvador, um pequeno país da América Central, era assassinado o Bispo DOM OSCAR ROMERO.
O por quê de sua morte? Ela era um homem de posição, muito diferente de muitos padres e bispos católicos, bem como também altas personalidades das igrejas evangélicas hoje em dia. Sim, vivemos num tempo em que os pastores preferem ficar em cima do muro, sem se incomodar ou deixar-se questionar pelo sofrimento de suas ovelhas, especialmente os mais pobres desse continente.
Oscar Romero falava sem medo, abertamente, contra a violência do estado, sobretudo dos grupos para-militares que matavam centenas de cidadãos e cidadãs do seu país. Oscar Romero usava o púlpito, os locais de pregação, para denunciar a covardia de um sistema político-econômico-militar que maltratava o povo salvadorenho. Era o bispo a única voz que se levantava em favor das vítimas, desafiando os poderosos, "olho no olho".
A memória de Oscar Romero continua viva e o seu exemplo serve de referência nesses tempos de aparente calmaria. Não temos na América Latina ditaduras, pelo menos ditaduras escandalosas, escancaradas digamos assim. Mas isso não quer dizer que os nossos povos estejam vivendo em paz. Há muita miséria e opressão ainda, inclusive no Brasil, é claro. Portanto, a voz de Romero precisa ser amplificada e nunca esquecida.
Quero concluir esta semana, então, prestando a minha homenagem a Dom Oscar Romero, verdadeiro pastor que cuidou tão bem das suas ovelhas a ponto de dar a sua vida por elas, como pregou Jesus, seu Mestre e Guia. Oxalá este sangue derramado em El Salvador não tenha sido em vão!
O por quê de sua morte? Ela era um homem de posição, muito diferente de muitos padres e bispos católicos, bem como também altas personalidades das igrejas evangélicas hoje em dia. Sim, vivemos num tempo em que os pastores preferem ficar em cima do muro, sem se incomodar ou deixar-se questionar pelo sofrimento de suas ovelhas, especialmente os mais pobres desse continente.
Oscar Romero falava sem medo, abertamente, contra a violência do estado, sobretudo dos grupos para-militares que matavam centenas de cidadãos e cidadãs do seu país. Oscar Romero usava o púlpito, os locais de pregação, para denunciar a covardia de um sistema político-econômico-militar que maltratava o povo salvadorenho. Era o bispo a única voz que se levantava em favor das vítimas, desafiando os poderosos, "olho no olho".
A memória de Oscar Romero continua viva e o seu exemplo serve de referência nesses tempos de aparente calmaria. Não temos na América Latina ditaduras, pelo menos ditaduras escandalosas, escancaradas digamos assim. Mas isso não quer dizer que os nossos povos estejam vivendo em paz. Há muita miséria e opressão ainda, inclusive no Brasil, é claro. Portanto, a voz de Romero precisa ser amplificada e nunca esquecida.
Quero concluir esta semana, então, prestando a minha homenagem a Dom Oscar Romero, verdadeiro pastor que cuidou tão bem das suas ovelhas a ponto de dar a sua vida por elas, como pregou Jesus, seu Mestre e Guia. Oxalá este sangue derramado em El Salvador não tenha sido em vão!
Um ótimo final de semana pra todos vocês !
Tchau !!
quinta-feira, 22 de março de 2012
TODO RICO TEM RAZÃO
O filho do homem mais rico do Brasil, Eike Batista, atropelou e matou um pobre coitado que andava na sua bicicleta numa rodovia no interior de São Paulo. O fato por si só não teria entrado para a pauta principal da grande imprensa, não fosse o atropelador filho de quem é. Sim, porque a toda hora morre gente atropelada neste país entupido de automóveis.Aqui se trata de uma verdadeira guerra. Quem está de posse de um quatro rodas se acha muito superior a quem não está, ou seja, o pedestre, o ciclista, ou o motociclista. O mais forte vence o mais fraco, afinal. Não existe nenhuma educação, nenhum tipo de consideração nesse trânsito louco em que vivemos todo dia.
Mas o que me chama a atenção é este ar de surpresa que as pessoas em geral fazem agora quando ouvem o papai dizer que o seu filhinho não teve culpa nenhuma. Por acaso alguém já viu o rico dizer que é culpado de alguma coisa neste país? Quem foi que disse que as elites são responsáveis por algum "mal feito" (para usar o linguajar moderno da nossa Presidenta Dilma...). É claro que não! A culpa é da vítima! O filho querido do Dr. Eike trafegava na velocidade certa, pela pista certa, na hora certa, aliás, na hora errada porque o sujeito indecente resolveu entrar no meio do caminho só pra chatear. Talvez a família já estivesse até pensando na gorda indenização que viria depois...
A polícia, por sua vez, já de antemão inocentou o atropelador. Agora, me digam pelo amor de Deus: será que a nossa "Justiça" irá condena-lo? Me façam cócegas que eu preciso rir...!
E assim meus amigos e minhas amigas, "quem morreu foi quem perdeu a vida"... Todo rico inocente, mesmo que se prove o contrário, e todo pobre já está errado desde que nasce.
quarta-feira, 21 de março de 2012
EU NÃO TÔ COMENDO NADA DISSO !
Sinceramente, eu acho uma palhaçada as solenidades oficiais que acontecem, dia sim dia não, aqui em Brasília. E todas elas possuem o mesmo ponto em comum, ou seja, cascatas de belos discursos, muita falação, muito lero-lero, mil e uma promessas de liberação de milhões de reais para isso e para aquilo, mas de concreto mesmo, NADA! Depois que suas excelências se retiram do salão, após terem feito os brindes de praxe, tudo volta ao normal, quero dizer, a NADA. E de nada em nada vamos vivendo!... Aí entra no salão nobre do palácio o pessoal da limpeza, parte da população que teoricamente seria beneficiada pelos mirabolantes projetos recém-anunciados, para varrer a sujeira sórdida (ops!) dos demagogos.
Em alguns estados da Federação os professores estão em greve mais uma vez. As reclamações são as mesmas de sempre, e a posição dos governos estaduais também é a mesma. Aqui na Capital Federal não é diferente, ou talvez seja até pior. Os docentes (cujo salário é indecente...) estão parados há mais de duas semanas. Enquanto isso o governo do PT faz "ouvidos de mercador"... Mas justamente ontem Dona Dilma e o seu Ministro da Educação deram uma festa para lançar um programa de melhoria da educação no campo. Estavam presentes dezenas de ministros e outras autoridades (algumas sem autoridade nenhuma, diga-se de passagem), mas quem chamou mesmo a atenção foi a terrível Senadora Kátia Abreu, chefe suprema do agronegócio no Brasil.
Ora bolas, nem bem acabou o seu discurso, a nobre senadora foi vaiada por alguns integrantes de federações de sindicatos rurais, igualmente convidados pelo Palácio do Planalto para prestigiar o dito cujo festival de demagogia.
Nesse ponto estamos: o governo PT=PMDB vira às costas para a educação, mas é muito bom no quesito PROPAGANDA oficial. De Lula até agora, só discurso, conversa pra boi dormir. Acende-se uma vela pra Deus e outra pro diabo. Incentiva-se o agronegócio, mas também se fala em agricultura familiar. Prestigia-se o ensino privado (e caro) mas o blá-blá-blá é de que a educação pública vai muito bem obrigado.
Como diria um velho amigo meu lá na Bahia:
"Eu não tô comendo nada disso!"
Em alguns estados da Federação os professores estão em greve mais uma vez. As reclamações são as mesmas de sempre, e a posição dos governos estaduais também é a mesma. Aqui na Capital Federal não é diferente, ou talvez seja até pior. Os docentes (cujo salário é indecente...) estão parados há mais de duas semanas. Enquanto isso o governo do PT faz "ouvidos de mercador"... Mas justamente ontem Dona Dilma e o seu Ministro da Educação deram uma festa para lançar um programa de melhoria da educação no campo. Estavam presentes dezenas de ministros e outras autoridades (algumas sem autoridade nenhuma, diga-se de passagem), mas quem chamou mesmo a atenção foi a terrível Senadora Kátia Abreu, chefe suprema do agronegócio no Brasil.
Ora bolas, nem bem acabou o seu discurso, a nobre senadora foi vaiada por alguns integrantes de federações de sindicatos rurais, igualmente convidados pelo Palácio do Planalto para prestigiar o dito cujo festival de demagogia.
Nesse ponto estamos: o governo PT=PMDB vira às costas para a educação, mas é muito bom no quesito PROPAGANDA oficial. De Lula até agora, só discurso, conversa pra boi dormir. Acende-se uma vela pra Deus e outra pro diabo. Incentiva-se o agronegócio, mas também se fala em agricultura familiar. Prestigia-se o ensino privado (e caro) mas o blá-blá-blá é de que a educação pública vai muito bem obrigado.
Como diria um velho amigo meu lá na Bahia:
"Eu não tô comendo nada disso!"
terça-feira, 20 de março de 2012
A XERIFE DO PLANALTO
Chove bastante em Brasília nos primeiros desta semana. E sobre o Palácio do Planalto uma chuva de problemas. Parece que o estilo curto e grosso (e bote grossura nisso..!) da Ministra Ideli Salvati, encarregada de negociar com o "nobres" deputados e senadores, não está nada agradando. Pelo contrário, o governo só tem tomado porrada. Também pudera, quem dá muita porrada tem que levar algumas, não é certo? E do jeito que vai, isto é, pelo andar da carruagem, a xerife do Planalto ainda vai ter muita dor de cabeça.
Essa coisa da relação Executivo-Legislativo, ao menos no nosso sistema presidencialista, é uma briga de gato e rato. Às vezes o gato se finge de morto para dar o golpe na hora certa. Mas o rato, por sua vez, é muito esperto e sabe se safar no momento exato em que sua vida corre perigo. O governo tem a caneta das nomeações e chave do cofre da "viúva", mas os congressistas tem as leis que eventualmente podem perturbar a paz dos governantes. E assim, fica um ameaçando o outro, um fazendo cara feia para o outro, que nem gato e rato. Mas às vezes também não acontece absolutamente nada,e fica o dito por não dito. E até se abraçam nas solenidades oficiais, como se eternos amigos fossem...
Aquilo que o PT chama de "governabilidade" dá nisso que estamos assistindo agora. Em busca de cargos importantes na estrutura do governo, os partidos da base aliada (nem sempre tão aliada assim...) se esquecem do país, das necessidades reais do país. Isso vale não apenas para o PMDB, o PR, o PSB, mas também para os petistas que por força de sua própria história de luta deveriam seguir outros caminhos, caminhos de seriedade e dignidade no trato do bem público.
Na verdade, tudo isto não passa de um jogo político de interesses menores, mesquinhos até. Aliás, de uns tempos para cá, o Brasil vive uma crise terrível, uma crise ética. Nunca se viu tanta roubalheira, tanta corrupção. A política com "P" maiúsculo parece coisa do passado, de um passado remoto, quando ainda tínhamos a alegre esperança de que o Partido dos Trabalhadores fosse um pouco diferente de todos os demais.
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