sexta-feira, 29 de julho de 2011

A DEVOÇÃO ÀS MULHERES

Fim de julho,  fim do primeiro semestre, e é o fim da picada esse negócio de violência contra a mulher. Dentro do ônibus que me leva de casa para o trabalho, nesta manhã ensolarada mas friorenta de sexta feira, leio o "Correio Braziliense" (taxado com Z porque foi criado em Londres pelo Sr. Hipólito José da Costa em 1808, vejam, só!) e a sua manchete "A cada dia, 32 mulheres são espancadas em Brasília". Que absurdo minha gente!
Minha vó (que Deus a tenha em bom lugar porque aqui na terra tá mais ou menos...) sempre dizia que "em mulher não se bate nem com uma flor", mas, a julgar por esse comportamento truculento dos machões do Distrito Federal, no "sexo oposto" deve-se bater com cabo de vassoura, porrete, chicote, arreio de couro, facão e o diabo a quatro! Os conflitos conjugais são resolvidos na base da porrada mesmo. 
Não sou "expert" no assunto, mas acho que vale a pena lembrar que o machismo deita (ops!) suas raízes na nossa multi-secular cultura de origem ibérica. Já no tempo dos nossos colonizadores era desse jeito. A mulher sempre ocupou o seu devido lugar, ou seja, na cozinha de dia e na cama à noite. Ela exercia dupla jornada de trabalho na "qualidade" de cozinheira, lavadeira, faxineira, babá e objeto sexual. Agora, o homem, tido e havido como o "sexo forte", tranquilamente trabalhava apenas um expediente. E dava as suas "escapulidas" com as amantes, pra variar um pouco, por pura diversão que ninguém é de ferro, afinal.
Algumas coisas mudaram no século XX principalmente. A mulher foi para a rua (no bom sentido...) em busca de trabalho e mais do que isso, a procura de espaços na sociedade. O final dessa luta titânica (ops!) por respeito e dignidade, porém, parece que ainda está longe de acontecer. Por mais direitos que ela tenha alcançado muito ainda precisa ser feito para que a mulher possa ocupar, de fato, o lugar que merece. Ainda existe uma enorme distância a ser percorrida. "A luta continua" (pra recordar o PT quando ainda era PT)
Termino, então, esta semana, lançando o meu grito de protesto contra todos os machões deste país. Senhores maridos, amantes, "ficantes", filhos, irmãos, etc, aprendam  uma coisa: mulher precisa de carinho, respeito, atenção. Mais, muito mais do que isso: mulher, toda mulher, rica ou pobre, loura ou morena, gordinha ou magricela, caladinha ou faladeira, linda ou horrorosa, casada ou solteira, deveria ser objeto mesmo de DEVOÇÃO !

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ESTUDANTES ENVERGONHADOS

                A política estudantil sempre foi uma verdadeira escola de política. Perdoem-me a redundância dos termos, mas o que eu quero dizer (e a história não mente) é que o ambiente escolar foi o celeiro da maioria dos grandes líderes políticos, de modo especial aqueles ligados a partidos de esquerda. As discussões, os debates, os movimentos reivindicatórios, muitas vezes por coisas pequenas até, resultaram na formação de uma consciência política por parte da nossa juventude. De uma forma ou de outra, foi na escola que a nossa geração aprendeu, digamos assim, a ter ideais e a fazer política. O ambiente escolar moldou a nossa cidadania, aquela cidadania construída a ferro e a fogo, de modo especial nos anos 60 e 70. Neste sentido os famosos "grêmios estudantis", formados por alunos dos ensinos fundamental e médio, e os "diretórios acadêmicos" das faculdades, sem dúvida jogaram um papel importantíssimo.
                      Escrevo este pequeno comentário hoje porque a imprensa aqui do Distrito Federal andou jogando algumas luzes sobre a situação da UNE, a União Nacional dos Estudantes, e as ligações que os seus ex-presidentes passaram a ter com o Governo Federal a partir do mandato de Lula da Silva. E não apenas os ex-presidentes mas a própria entidade. Sabe-se agora, por exemplo, que todos os antigos dirigentes estudantis saíram da UNE muito bem empregados, a maioria no Ministério do Esporte, a  parte do espólio da "viúva" que coube ao PC do B. Além do mais, a UNE vem recebendo grossas quantias, isto é, "subvenções", do governo, cuja aplicação ninguém sabe como acontece, uma vez que a prestação de contas nunca apareceu nem dá indícios de que vá aparecer algum dia. Em poucas palavras, uma vez no poder, a galera vermelha meteu a mão no dinheiro público sem dó e sem piedade, passando uma borracha nos velhos discursos ideológicos de esquerda. Agora vale o "salve-se quem puder", e todo mundo quer tirar a sua "lasquinha"....
               Confesso que tenho até vergonha de dizer estas coisas. Isto não é política estudantil, é picaretagem, é enganação, é uma grande mentira. Esta não é a UNE, é uma quadrilha de gente safada que se esconde por trás da classe estudantil. Por outro lado, tenho saudades também. Tenho saudades daquele tempo em que gritávamos nas ruas e praças deste país. Tenho saudades daquela nossa vontade de mudar o Brasil. Tenho saudades da nossa indignação e do nosso protesto firme e forte. Tenho saudades, enfim, daqueles ideais da minha juventude, e peço a Deus que alimente no coração dos jovens de hoje alguma esperança de mudança um dia.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

POBRE, PRETO E PUTA

A imprensa internacional traz a notícia de que o terrorista que matou quase uma centena de pessoas na Noruega, a poucos dias atrás, ficará preso numa cadeia moderníssima, um presídio diferente em tudo, sobretudo no tratamento dado aos presos, com vistas a sua  recuperação. De fato, quem viu algumas cenas pela TV percebe que aquilo lá mais parece um hotel cinco estrelas. Até eu gostaria de passar uns dias naquele aprazível local... e de graça, por que não?
Mas, deixando de lado a brincadeira, todo mundo sabe que no Brasil cadeia, em primeiro lugar, foi feita para os três famosos "pês", ou seja, pobre, preto e puta! Depois, o sistema prisional brasileiro, longe de recuperar qualquer pessoa, serve mesmo é para piorar quem quer que seja. As delegacias, as casas de detenção e os presídios tornaram-se verdadeiras "universidades do crime", algumas, inclusive, com pós-graduação de altíssimo nível. O bandido quando deixa a prisão só pensa em cometer crimes ainda maiores e mais violentos, uma espécie de vingança contra a sociedade. 
Por mais desumanos que sejamos, não podemos consentir que o estado proporcione aos presos um tratamento  pior do que o que se dá aos animais.
Infelizmente, porém, muita gente pensa que tratando assim os criminosos estaremos resolvendo o problema da violência. Muito pelo contrário, isso não vai solucionar coisa nenhuma. Os efeitos da selvageria praticada contra quem cometeu algum tipo de crime mais cedo ou mais tarde se farão sentir na forma de outros crimes ainda mais violentos e cruéis. "Dar o troco", como se dizia antigamente, é uma política absolutamente inócua (ops!) e estúpida, burra mesmo.
Não estou defendendo aqui que se dê aos presos no Brasil tratamento semelhante ao da Noruega, também porque boa parte da nossa população vive em situação degradante, não muito diferente daquela que encontramos nos presídios. Entretanto, se quisermos realmente diminuir os índices de violência, temos que começar a reformular o nosso conceito de punição. A cadeia deveria ser ao mesmo tempo um castigo mas também uma oportunidade para que o criminoso repensasse a sua vida e tivesse condições práticas de  estudar, de aprender uma profissão, de executar um trabalho útil, etc, de forma que ao sair dali pudesse ser reintegrado à sociedade que ele ofendeu.
Desgraçadamente (como diriam os espanhóis) as elites brasileiras não estão nem um pouco interessadas no assunto, mesmo porque todos sabem que jamais serão jogados numa jaula de 10 metros quadrados com mais de cinquenta presos sujos e maltrapilhos... comendo literalmente o pão que o diabo amassou...

terça-feira, 26 de julho de 2011

A IMPRENSA, ESPERANÇA DO BRASIL

                "O Estado de São Paulo" sempre foi um jornal odiado pelo pessoal da esquerda no Brasil. O "Estadão", como era chamado aí pelas décadas de 50 e 60, de modo especial, de fato, tornou-se uma espécie de porta-voz das elites brasileiras e atacava sem dó e sem piedade tudo o que tivesse uma certa coloração, digamos assim, "comunista" (quando ainda havia!). 
                        Os tempos mudaram, não sei se pra pior ou pra melhor, mas de qualquer maneira ouso afirmar que o velho "Estadão" cumpre hoje um papel importante no cenário político nacional. Que me perdoem os esquerdistas recalcitrantes (ops!), pois não pretendo com este pequeno comentário deixar transparecer nenhum preconceito contra as esquerdas, mesmo porque ainda (!) conservo em mim a ideologia socialista, embora eu as tenha reciclado, acrescente-se a bem da verdade. Acredito que não apenas este jornal, mas a imprensa brasileira de uma forma geral tem exercido uma tarefa mais do que importante, eu diria até mesmo fundamental para que o povo mantenha viva a chama da esperança, esperança em dias melhores ou de que nem tudo está perdido. 
                  Sim, a imprensa nos dias atuais é talvez a única garantia real  de que este país ainda tem chance de ser uma democracia. Ao denunciar quase que diariamente as falcatruas, as maracutaias, os esquemas de corrupção, a roubalheira generalizada que assola o Brasil tal qual uma peste, os nossos veículos de comunicação tornaram-se sem dúvida nenhuma os baluartes na defesa dos valores democráticos que constituem o chamado "estado de direito". Uma vez que já não se pode confiar muito na Justiça e o Ministério Público, a quem caberia realmente defender os direitos do cidadão, nem sempre cumpre satisfatoriamente o seu papel constitucional, sobrou para a imprensa a tarefa de zelar pela moralidade pública neste país.
                     Diante disso, então, viva o "Estadão", viva a "Folha", viva (não se espantem...) a Veja, e vivam todos os nossos bravos jornalistas que jogam duro em cima dessa corja de PeTistas, PM debistas (!), PR zistas e os demais canalhas aliados!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A CARA DURA DO MINISTRO

Estamos de volta, e com todo gás! A língua? Afiada como sempre.
A semana começa ainda sob o impacto da "faxina" que Dona Dilma promete realizar no Ministério dos Transportes, leia-se, DNIT e VALEC, aonde corre, de fato, o dinheiro das estradas e ferrovias, alvo principal da ganância do PR (Partido da Rapinagem). Mas o que me chamou a atenção realmente foi a notícia de que o Excelentíssimo Sr. Ministro do STF, Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, faltou a quatro sessões deste egrégio( ops!) tribunal para ir a um casamento chiquérrimo (ops!) na Itália. Até aqui, nada de mais, uma vez que suas excelências também têm o direito de ir a casamentos e cerimônias outras. Poderíamos questionar o fato destas faltas (ops pela redundância!), considerando que o povo trabalhador do Brasil, o "Zé povinho" que rala de sol a sol para ganhar uns míseros trocados, jamais faria isso, sob pena de ter o seu salário descontado no final do mês ou até mesmo a demissão sumária quando voltasse das bodas (ou do pagode, dá no mesmo).
Mas o diabo é que o supra citado ministro foi ao casamento de um famoso advogado que se encarregou, é claro, de custear todas as despesas, cujo somatório desconhecemos, mas que, não é difícil imaginar, com certeza foram tão espetaculares quanto a cerimônia do mencionado enlace matrimonial. O regabofe foi de tal envergadura (muito de acordo, acrescente-se, com a cara-dura do Ministro Toffoli) que os noivos acharam que no Brasil não haveria um lugar compatível para  realiza-lo. É brincadeira meus amigos? Mas tudo bem, lá se foi o Ministro curtir altas e sofisticadas mordomias no velho continente ignorando qualquer regra moral ou princípios éticos. Logo depois, segundo matéria publicada no jornal "O Estado de São Paulo", a assessoria de imprensa do Dr. Tofolli declarou que sua excelência não se pronunciaria sobre o episódio por tratar-se de um assunto de ordem "pessoal".
Assim caminha o nosso glorioso Poder Judiciário! Os "homens (e as mulheres) de preto" são intocáveis, absolutos, pairando acima do bem e do mal, alheios ao que se passa no "andar de baixo". A plebe, a patuléia, os pagadores de impostos, os pobres mortais que pagam os seus gordos salários contra eles(e elas) nada podem fazer. 
Bem, pelo menos temos o direito de sentir raiva e desprezo, o que já é uma grande coisa!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A IGREJA PISOU NA BOLA

E a Igreja pisou na bola! Manchete do jornal "Folha de São Paulo" anuncia que vinte e cinco religiosos, inclusive  o Sr. Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani, viajaram de graça no avião da Força Aérea Brasileira, semana passada, para assistir a posse do novo Arcebispo de Campo Grande.
Bom, em primeiro lugar, temos que considerar que o ato em si não constitui crime algum, uma vez que a legislação permite que qualquer cidadão brasileiro faça o mesmo, desde que devidamente autorizado pela FAB e de acordo com as regras estabelecidas pela Aeronáutica. O famoso CAN, Correio Aéreo Nacional, transporta muita gente de graça para todo canto do país, e faz isso desde os anos 50, se não estou enganado. É uma espécie de "carona" de luxo.
Apesar de não ter cometido nenhum crime, francamente, não pega bem para a Igreja Católica (ou outra qualquer) usar este tipo de serviço, ainda mais no momento em que estouram escândalos de corrupção por todo lado. E a imprensa, quase sempre de má vontade, aproveita para investigar o assunto e bater pesado nos católicos, sobretudo em função das posições que a Igreja tem assumido com relação a temas como aborto, homossexualismo, etc. É uma espécie de vingança mesmo. Então, para que fornecer gratuitamente mais munição? Esses padres (e o Bispo) não poderiam ter comprado as suas passagens normalmente, como qualquer cidadão ou cidadã? Será que a economia de alguns trocados valeu a pena?
Esse caso me faz bater mais uma vez numa tecla que eu tenho batido faz muito tempo: a Igreja, em geral, não tem uma boa assessoria de imprensa. Prevalece ainda o amadorismo, o "achismo" de gente amadora que se acha muito competente para opinar sobre aquilo que não conhece. Os bispos quase sempre são muito mal assessorados e cometem esse e outros tipos de "mancadas" que poderiam ser evitadas com um pouco mais de prudência e a utilização de estratégias corretas de comunicação. Queira Deus um dia os pastores da Igreja Católica compreendam isso.

ATENÇÃO !
A partir de amanhã, 15 de julho, estaremos "FORA DO AR", por motivo de viagem
 (e descanso, que ninguém é de ferro).
Voltaremos no dia 25, se Deus permitir (e voces deixarem!)
Grande abraço !

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VÁ SER HONESTO ASSIM NA P. Q. P.

         E o Sr. Pagot não disse nada, ou pelo menos nada do que realmente interessava ao povo brasileiro. Não entrou mudo nem saiu calado, pelo contrário, falou pelos cotovelos...! Falou muito e disse pouco, pouquíssimo. O chefão do DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (antigo DNER), que até agora ninguém sabe se continua no cargo ou não, prestou "esclarecimentos" ontem aqui em Brasília, na Câmara dos Deputados. Na verdade o homem não esclareceu absolutamente nada. Tudo indica que o Sr. Pagot, para não "pagar" mico nem complicar ninguém do governo, e muito menos do seu partido, o PR (Partido da Roubalheira...) seguiu rigorosamente o script (roteiro) adredemente (ops!) preparado pelos assessores palacianos.
       Senão vejamos: Dona Dilma de nada sabia, o Ministro Paulo Bernardo muito menos, o ex-ministro dos transportes é inocente de tudo quanto lhe acusam. A mesma coisa vale para toda a cúpula do Ministério e do DNIT também, inclusive ele, o Sr. Pagot, que nada mais fez do que trabalhar pelo bem da pátria e felicidade do povo brasileiro que anda (e morre) pelas estradas desse continente verde e amarelo. O PR é um partido de homens honestos, honestíssimos, a começar do seu idealizador e fomentador, o "Bispo" Edir Macedo. Nenhum centavo foi arrecadado nos gabinetes oficiais, na calada da noite, por debaixo dos panos... Maracutaias, subvenções, comissões, isso nunca existiu, isso não passa de fantasias inventadas pela imprensa marrom! Tanta honestidade assim mereceria uma medalha! Vá ser honesto assim na p. q. p. !!!
      Começo, então, esta quarta feira pensando o seguinte: casos como o escândalo do Ministério dos Transportes e tantos outros que estão surgindo a cada dia no governo PT=PMDB não precisam de comissões de inquérito ou depoimentos isolados no Senado ou na Câmara. Isso não resolve absolutamente nada! Mesmo porque, com a oposição que temos hoje no Brasil,  paciência! Tipos como o Sr. José Dirceu, o Sr. Antonio Palocci, o Sr. Alfredo Nascimento, o Sr.Pagot, e outros (e outras), não devem ir ao Congresso, devem ir a delegacia de polícia, se possível já com o decreto de prisão provisória na mão do delegado e uma cela comum a lhes aguardar!